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16 de abril de 2014

Vagas do Estaleiro Jurong Aracruz para quarta-Feira 17/04

Segue para conhecimento de todos de Nossa Comunidade, Vagas do Estaleiro Jurong, para o dia 17/04.
Mais Informações no Sine de Barra do Riacho.


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Nota: Por motivos da Prefeitura de Aracruz decreta ponto facultativo nesta quinta-feira (17/4) as vagas serão aberta no Sine no Dia 22/04 Terça-Feira.

Veja o Decreto:
O prefeito Marcelo Coelho, no uso de suas atribuições legais, decretou (decreto nº 27.851)nesta segunda-feira (14/4), que fica facultado o expediente do dia 17/4, quinta-feira, que antecede a sexta-feira da paixão. O ponto facultativo é válido nas repartições públicas municipais subordinadas ao poder executivo municipal, com exceção daqueles serviços essenciais que não admitem paralisação.
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15 de abril de 2014

Vagas do Estaleiro Jurong Aracruz para quarta-Feira 16/04

Segue para conhecimento de todos de Nossa Comunidade, Vagas do Estaleiro Jurong, para o dia 14/04.

Mais Informações no Sine de Barra do Riacho.

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12 de abril de 2014

Inscrição on-line para vagas remanescentes do Sisutec segue até dia 13

Candidatos só precisam ter concluído o ensino médio. Cursos gratuitos têm início entre 14 de abril e 12 de maio


  Estão abertas até o dia 13 de abril as inscrições on-line para as vagas remanescentes do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Para concorrer, o candidato precisa ter concluído o ensino médio.
  Após a confirmação da inscrição no sistema, o candidato precisa comparecer em dois dias úteis à instituição selecionadora para efetuar a matrícula. É necessário apresentar todos os documentos necessários para a efetivação da matrícula, em caso de aprovação. No momento da inscrição, o candidato será informado sobre a documentação exigida.
  A primeira edição de 2014 do Sisutec registrou 1.016.211 inscrições. O total de candidatos chegou a 527.730 — cada um pôde fazer até duas opções de curso. O estado do Rio de Janeiro liderou as inscrições, com 111.282, seguido de Minas Gerais, com 100.738. São Paulo apareceu em terceiro lugar, com 88.586.
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Vagas do Estaleiro Jurong Aracruz para Segunda-Feira 14/04












 Segue para conhecimento de todos de Nossa Comunidade, Vagas do Estaleiro Jurong, para o dia 14/04.

Mais Informações no Sine de Barra do Riacho.

10 vagas -> Aramador de Ferragens -> 6 meses de Experiencia -> Matricial Eng e Construções 
10 vagas -> Carpinteiro -> 6 meses de Experiencia -> Matricial Eng e Construções 
10 vagas -> Auxiliar de Obras -> 6 meses de Experiencia -> Matricial Eng e Construções 
05 vagas -> Encarregado -> 6 meses de Experiencia -> Matricial Eng e Construções 
07 vagas -> Pedreiro -> 6 meses de Experiencia -> Matricial Eng e Construções 
01 vagas -> Aux. de Téc. segurança do trabalho -> Sem Experiencia -> Matricial Eng 
07 vagas -> Motorista Carreteiro -> 6 meses de Experiencia -> VGN
02 vagas -> Ajudante  -> Sem Experiencia -> Carioca engenharia 
01 vaga  -> Mecânico Manutenção -> 6 meses de Experiencia -> Carioca Engenharia
01 vaga  -> Analista Qualidade SR -> 6 meses de Experiencia -> Solesa
02 vagas -> Armadores (Período noturno) -> 6 meses de Experiencia -> Solesa
08 vagas -> Carpinteiro -> 6 meses de Experiencia -> Solesa

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Índios esperam fechar questão com a Vale sobre indenização em maio

Em reunião nessa sexta, índios cederam no valor estipulado inicialmente pelo uso de suas terras, mas empresa insiste em quantia muito menor
Em reunião nessa sexta, índios cederam no valor estipulado inicialmente pelo uso de suas terras, mas empresa insiste em quantia muito menor  Os índios das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, localizadas em Aracruz, norte do Estado, esperam fechar uma solução definitiva sobre a indenização da Vale pelo uso de suas terras no dia 21 de maio. A data foi definida em reunião realizada nesta sexta-feira (11), na sede do Ministério Público Federal (MPF) de Linhares. 
 
  Após conversa com as famílias indígenas das aldeias cortadas pela ferrovia da mineradora há 30 anos, os índios concordaram em reduzir o valor inicialmente acordado entre as partes, de R$ 19 milhões para R$ 11 milhões. A Vale, no entanto, insiste em quantia muito menor, R$ 3,8 milhões, podendo chegar a R$ 5 milhões. 
 
  Segundo o cacique Luiz Barbosa, de Córrego do Ouro, as aldeias concordaram em reduzir o valor considerando a questão jurídica do caso. “Sabemos que as terras sempre foram indígenas e são exploradas há décadas mas, juridicamente, foram homologadas em 1996. Somente por isso, cedemos no valor total”. 
 
  Embora atravesse com sua ferrovia o território indígena, sem qualquer tipo de compensação, deixando apenas seus impactos, a Vale ainda quer cobrar dos índios um prejuízo de R$ 300 mil, que seria referente a danos nos trilhos da estrada de ferro, com a ocupação realizada por eles durante duas semanas, como forma de protesto contra a empresa, por protelar um acordo sobre a indenização e ainda desmarcar reuniões para discutir o assunto. 
 
  Os índios concordaram em descontar o valor reivindicado pela Vale, fechando a indenização em R$ 10,7 milhões, mas não aceitarão acordar menos da metade, como pretende a mineradora. A expectativa é que a empresa concorde com a atual negociação e apresente a forma de pagamento na reunião do dia 21. 
 
  A indenização será utilizada pelos índios, legítimos donos das terras, para desenvolver projetos na área de agricultura familiar, que garantam a subsistência de suas famílias. As aldeias enfrentam profundas dificuldades, devido aos impactos gerados pela Aracruz Celulose (Fibria), que explorou ilegalmente o território indígena durante décadas. Apesar das constantes reivindicações, também não recebem investimentos e apoio do poder público. 
 
  O procurador da República responsável pelo caso é Almir Sanches. A Fundação Nacional do Índio (Funai) também participa das negociações. Caso não haja acordo, os índios recorrerão a uma ação civil pública para garantir seus direitos.
Fonte: Seculo Diario
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Prefeitura de Aracruz aprova o Plano Municipal de Resíduos Sólidos

  Considerando a lei nº 12.305/2010, que determina a implantação por parte dos municípios brasileiros do Plano Municipal de Resíduos Sólidos, o prefeito Marcelo Coelho, por meio do decreto nº 27.808, aprovou nesta ultima segunda-feira (7/4), o plano do município de Aracruz, que já se encontra publicado no Diário Oficial do Estado.
  Antes mesmo da disposição do Plano Preliminar no site da Prefeitura, que ficou no ar no período de 14 à 28/02/2014, foi feito, em junho do ano passado, um levantamento de informações junto à população, por meio de reuniões nas localidades de Jacupemba, Barra do Riacho, Coqueiral e na Sede Administrativa.
  Já em março deste ano, a prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Transporte e Serviços Urbanos (Setrans) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela elaboração, apresentou aos munícipes, o Plano Municipal de Resíduos Sólidos, durante audiência pública realizada no plenário da Câmara.
  Na ocasião, foi explanado sobre a Lei Nacional de Saneamento Básico que menciona a Limpeza Pública e o Manejo dos Resíduos sólidos, como um dos itens importantes para seu cumprimento na íntegra. Também foi dito o que é a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12305/2010), que exige a elaboração dos Planos Municipais.
  Posteriormente foi feita uma revisão e/ou reformulação dos itens questionados durante a audiência, com base nas contribuições relatadas para sua aprovação. Todos estes procedimentos culminaram na elaboração do Plano que terá revisões  cada quatro anos.


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Detran divulga a lista de selecionados no programa CNH Social

  Os candidatos que se inscreveram no programa CNH Social, tanto da Grande Vitória (Cariacica, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória) quanto dos demais municípios do Estado, já podem conferir o resultado das inscrições. O Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) divulgou, nessa quinta-feira (10), a lista dos 11 mil candidatos selecionados.
Veja a lista dos selecionados no link abaixo:

Carteira de habilitação
  Além do site, os candidatos também serão informados por meio de cartas enviadas às residências, sobre sua seleção no Projeto CNH Social, e o mesmo deverá realizar a comprovação dos dados fornecidos na inscrição, por meio da apresentação dos documentos (original e cópia) exigidos.
Após a comprovação, com a apresentação dos documentos necessários e caso o candidato se enquadre nos critérios de seleção, o mesmo poderá se encaminhar a um Centro de Formação de Condutor (CFC), credenciado ao órgão e ao Projeto CNH Social, para dar início ao processo de habilitação, adição ou mudança de categoria.
  O diretor-geral do Detran|ES, Carlos Lopes, orienta os inscritos a estarem atentos ao cronograma de comprovação que será divulgado pelo órgão. “Estamos trabalhando para criar oportunidades para que os cidadãos consigam melhorar sua condição de vida. Para isso, os candidatos têm que acompanhar o andamento da seleção, para que não percam o período de comprovação dos dados e acabem sendo eliminados por ausência. O CNH Social desse ano oferece 11 mil oportunidades. São CNHs que poderão ser instrumento de trabalho de muitos capixabas”.
Seleção 
  A coordenadora do projeto, Lourdes Nair Ferreira, orienta aos candidatos selecionados que preparem a documentação para realizar a comprovação no período determinado, mesmo que não recebam a notificação via correios.
  “É necessário que os convocados fiquem atentos ao período de comprovação e também aos documentos relacionados ao segmento por eles escolhido. O não comparecimento ao local no prazo estabelecido, bem como a não comprovação dos dados informados no ato da inscrição, implicará na eliminação do candidato do projeto”, afirma Lourdes Nair.
  As 11 mil oportunidades do Projeto CNH Social, que faz parte do Programa Incluir, contemplam a obtenção gratuita da primeira habilitação, adição ou mudança de categoria. Desse total de vagas, 5.500 foram destinadas para a Grande Vitória (Cariacica, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória) e 5.500 são voltadas aos demais municípios do Estado. Em 15 dias de cadastro foram realizadas 140.169 mil inscrições.



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29 de março de 2014

Descaso de uma certa empresa de celulose

Reportagem especial (século diário)Sobrevivi
Onze toneladas esmagaram o corpo de Paula; para os médicos, a morte era certa. Resta vencer o descaso de uma certa empresa de celulose
Foram 1.140 transfusões. César Toledo, o pai, ainda lembra a franqueza do médico: “Você quer o número? Eu dou. Dou 15% de chance de ela sobreviver”. A filha era um leito transbordante de hemorragia. “E se ela escapar, subir para a UTI, vai morrer por infecção generalizada”, prosseguiu. Mas Paula contrariou o doutor. Há uma explicação racional?
 
“Não. Racional, não. Porque eu fui muito machucada, quebrada, esmagada. Além do atropelamento, do arrastamento, eu tive esmagamento. Entre o tórax até o joelho. Não tinha nenhuma chance. Nenhuma”. Na maca do pronto-socorro, Paula ouvia o rumor do próprio sangue escorrer na bacia, depois gotejar, pingar e finalmente cessar. Ela não sabe quantas vezes perderia todo o sangue do corpo novamente, mas seriam muitas.
 
Em 30 de setembro de 2008, uma controladora de carga do Terminal Especializado de Barra do Riacho (Portocel), em Aracruz, deu entrada no pronto-socorro do Hospital Metropolitano, na Serra. Eram 11h20, segundo o prontuário. Onze toneladas tinham desfigurado a face direita do corpo da mulher: nove de uma empilhadeira e dois de um fardo de celulose.  
 
Quando chegou, só se via o rosto; o resto era uma superfície empapada e vermelha. Bacias foram dispostas ao redor dela para drenar o sangue e não inundar o centro cirúrgico - mais tarde Paula saberia que uma enfermeira auxiliava a drenagem com uma singela canequinha.
 
Um a um, 20 médicos especialistas acorreram para examinar o caso mais grave do Metropolitano naquele dia. Ortopedista, cardiologista, cirurgião vascular, cirurgião plástico, cirurgião geral.... A mesma enfermeira também recordaria: “Paula, 20 especialistas compareceram ao centro cirúrgico quando você deu entrada. E um a um foram saindo”. 
 
Firmou-se uma espécie de consenso tácito de que seria inútil qualquer esforço para recompor aquela massa úmida e amorfa em que mal se distinguia onde estava o quê - o umbigo, por exemplo, onde estava o umbigo de Paula? Na região entre o tórax e o joelho desenhou-se um mosaico horripilante de ossos, vísceras e músculos. Houve desmaios - médico, enfermeiro, técnico. 
 
Com as mais elevadas intenções, um doutor incumbiu a enfermeira da canequinha: “Segura na mão dela. Em 15 minutos ela parte”. 
 
Os 15 minutos se passaram, assim como os 20, os 30. Paula resistia e resistia bem. Não perguntei se nascera com ela a serenidade com que me desenrolava sua história - a voz suave, uma expressão sem grandes arqueares de sobrancelha - mas tal era o clima. 
 
O que, no entanto, não deixa de se ser intrigante. Mostrava-se lúcida desde a chegada. Falava naturalmente com a enfermeira enquanto esta lhe amparava a mão. Mas não lembra o que falou, apenas da advertência da enfermeira: “Paula, para de falar um pouquinho”, como que protegendo os últimos fiapos de vida da mulher que velava. Disso é o que Paula mais ri quando conta.
 
Ademais, ao entrar no hospital, deu com os pais e acenou com um joinha, lembrando até que a mãe lhe reconfortou, “Oi filha, estamos aqui”. E ouviu todos os atestados de óbito exarados verbalmente pelos médicos. Inclusive o dos 15 minutos. 
 
Quando retornou dois terços de hora depois, o médico não viu apenas a mão de Paula ainda entre as da enfermeira, como viu também uma chama de vida ainda ardendo sem quaisquer expedientes. Daí a tenacidade e o espanto destas palavras: “Essa menina não vai morrer. Tem uma ordem acima da gente que não vai deixar ela morrer. Agora somos nós que não vamos deixar ela morrer”. 
 
Convocou toda a equipe de volta. Paula foi envidada para a unidade de tratamento intensivo.
 

Controlado pela Aracruz Celulose - Fibria (51%) e pela Cenibra (49%), Portocel iniciou as operações em 1978. É o único porto do Brasil especializado no embarque de celulose, exportando cerca de 70% da celulose produzida no Brasil. 
 
O posto lhe assegura números superlativos: em 2012, o terminal escoou quase seis milhões de toneladas de celulose para exportação. Desde 78, mais 60 milhões de toneladas saíram do porto rumo ao mercado internacional. Além da Aracruz Celulose e Cenibra, outras empresas do setor utilizam o terminal.
 
Paula estava há 46 dias na empresa. Antes, fizera um ano e meio de estágio. Fazia Engenharia Mecatrônica em uma faculdade particular e estava na reta final; o estágio era pré-requisito para se formar, coisa que em função do acidente ainda não ocorreu: só falta apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
 
Em dezembro de 2008, a Aracruz abriu um concurso interno para preenchimento de vagas em diversos cargos. Foram abertas 10 vagas de controlador de carga, para as quais 33 pessoas se inscreveram. Apenas um  concorrente passou: uma ex-estagiária, que entrou em um meio predominantemente masculino.   
 
Foram 45 dias de trabalho e muito aprendizado. Paula operava por escala, trabalhando seis dias e folgando quatro. Criou boas expectativas com o emprego: falaram-lhe que, como ela tinha se saído muito bem nos testes, se encaixava no perfil traçado pela empresa para subir no cargo.  
 
Em seu quadragésimo sexto dia de trabalho, Paula entrou às 8h; 15 minutos depois, sairia dentro de um furgão, em cima de uma maca.
 
Grosso modo, a função do controlador de carga é fiscalizar a movimentação da carga dentro do terminal. Naquela manhã, Paula recebia caminhões com celulose da Veracel, acompanhando a estocagem no armazém, tarefa realizada por operadores de empilhadeira orientados pelos controladores de carga: “Chegou o caminhão X, com a carga Y, que será colocada no armazém Z”.
 
Paula foi interrompida por um caminhoneiro enquanto orientava os operadores. O homem buscava uma ajuda simples: chegara às quatro da manhã e ainda esperava alguém para retirar a carga do caminhão. Estava esgotado. Pelo rádio, ela convocou um colega controlador de carga para socorrê-lo. “Muito obrigada minha filha”, agradeceu o caminhoneiro. Paula foi retomar suas tarefas. 
 
Assim que se virou, alguma coisa lhe atingiu pelas costas. Sentiu uma pancada muito forte na cabeça. Um movimento instintivo a fez virar a cabeça e olhar para cima, como que para ver de onde partira a pancada e, assim, talvez, safar-se. Não houve tempo: a coisa lhe jogou brutalmente contra o chão, o rosto bateu com força no cimento e o sangue começou a fugir pelo nariz. 
 
A coisa tenta avançar sobre o corpo de Paula, estatelada e machucada, força a passagem, mas não consegue vencê-lo. A máquina emperrou. E quando a máquina emperrou, ela teve noção de tudo: viu sobre si a empilhadeira, ameaçando destroçá-la por completo. 
 
Ao mesmo tempo, uma vez que o veículo apresentava dificuldade para seguir, ela até pensou que o operador suspenderia o movimento para verificar por quê. Não. A máquina insistia, forçava, e Paula gritava ao operador para que parasse, ouvia o trec dos ossos, sentia o peso implacável da máquina sobre a coxa, os glúteos, a bacia, quase atingindo a coluna. 
 
O operador não via nem ouvia nada. Simples: primeiro porque um fardo de celulose mede 1,80m de altura por 1,60m de largura, sem contar que é içado a mais 45cm pela empilhadeira. O certo, tanto por observância às normas de segurança quanto por bom senso, seria conduzir a máquina de ré - o que não ocorreu. Segundo porque ali protetor auricular é equipamento obrigatório. 
 
“Para a máquina porque você está matando a menina. Para e não desce a carga”, gritou um homem. Era justamente o exausto caminhoneiro que minutos antes Paula ajudara. A máquina parou e fez-se o alvoroço. Colegas acorreram; houve quem sucumbisse à cena, por vômito ou desmaio. No desespero de socorrer a colega que oscilava entre a vida e a morte, alguns tentaram levantá-la, sem saber que naquele estado um osso solto vira uma faca dentro do corpo.
 
Estirada no pátio do terminal, Paula não sentia dor, chegava a pedir calma aos colegas que a cercavam: é apenas uma perna quebrada, dizia a si mesma, sem saber que, exemplo, o acetábulo vazara pelos glúteos. Não foi socorrida por ambulância nem por equipe médica. Ela nunca viu isso no porto. 
 
Foi então despachada para o ambulatório da Aracruz Celulose, distante quatro quilômetros do porto. Lá o médico perguntou nome e função, talvez para testar sua lucidez. Ela respondeu. O médico abriu sua calça jeans. “Aí houve desmaio para todo o lado”, ri. E gritos. Reações tão contundentes aguçaram sua curiosidade, mas não a deixaram apurar o que a calça escondia. 
 
De repente, apagou. Só despertou dentro da ambulância da empresa, sacolejando aos quebra-molas de Jacaraípe.  
 

Hoje Paula Passos Costa Toledo Piza rememora tudo numa voz afável, pincelando certas passagens com uma autoironia doce, emoldurada pelo sorriso de dentes grandes e alinhados. Anda normalmente, só não pode correr. Acha que seu caso foi uma vitória, que compartilha em testemunhos aos seus irmãos da Igreja Maranata. 
 
No final da entrevista, realizada no apartamento dela, um fisioterapeuta chegou para mais uma sessão. Paula faz fisioterapia de segunda a sexta, motora, respiratória (perdeu uma parte do pulmão esquerdo e, de dois anos para cá, do direito) e linfática (imperiosa, após mais de 60 cirurgias). E quatro vezes por mês realiza consultas médicas.
 
Tal tem sido sua rotina após três meses de UTI e um em quarto de hospital - sete dias em coma profundo, quatorze em coma induzido e o resto vivendo vegetativamente, jazendo na cama em repouso absoluto. Pelo corpo espalhavam-se 18 bombas de infusão para injeção de soro e medicamentos no frágil organismo, compensando a precária circulação sanguínea. Seu corpo também acolheu aparelho de traqueostomia, quatro fixadores, dreno de tórax e hemodiálise por dois meses.
 
O abdômen permanecia aberto para a lavagem dos órgãos. Para os médicos, era o expediente mais prático para contornar uma hemorragia que não conseguiam conter e assim evitar um corte e costura a todo momento.

Em 22 de janeiro de 2009, Paula voltou para casa. Final feliz? Nem tanto - apesar de ter contrariado uma previsão inicial de passar um ano e dois meses na UTI.

A alta foi antes uma estratégia para evitar o contágio por bactérias mais resistentes em meio hospitalar. Mais seguro seria realizar os procedimentos, como os curativos, na própria casa, resguardada por todos os cuidados médicos de um hospital. Isso iria requerer um serviço chamado Home Care (assistência médica domiciliar), prestado por empresa particular. Paula minguou 20 quilos. Retornou usando fralda descartável (os órgãos genitais foram comprometidos) e pontilhada de feridas e escaras (úlceras de pressão).
 
Aqui entraria o zelo de uma empresa por sua funcionária. Mas a família sentiu empecilhos começarem a brotar à sua frente quando solicitou o Home Care junto à Mediservice, prestadora de saúde da Aracruz Celulose. Primeiro vinha a justificativa de que ela poderia dispensar o serviço. A família insistia. Depois solicitavam documentos. A família despachava. Quando diziam que a documentação esta ok, vinha mais esta: a liberação do serviço dependia de autorização da empresa de celulose.

Exemplo: no último dia 21, a Portocel enviou um documento a Paula em que comunica “o encerramento dos serviços contínuos do técnico de enfermagem domiciliar a partir de 25/03/2014”. Ao final, o documento ainda traz uma pérola: “Esclarecemos que a concessão de tais serviços está sendo feita em caráter excepcional e personalíssimo, ou seja, sem reconhecimento do mérito da obrigação”. Ou seja: o que a Portocel faz por Paula é nada mais que um delicado favor.   
 
Segundo Paula, a recomendação contradiz as recomendações prescritas por seu médico pessoal - as do documento acima são assinadas pelo médico do trabalho da empresa, que mal sabe quem ela é. Uma máquina dentro sua coxa direita expande a região, inteiramente religada. Há necessidade de acompanhamento, não apenas pelo risco de rejeição ao aparelho, mas também pela questão do funcionamento vascular. Sem contar as sequelas de pulmão, coração, os anestésicos e a ingestão de antibióticos, que podem comprometer o comportamento de alguns órgãos.
 
Esse desgaste acontece tanto com o Home Care quanto com cirurgias. No final, em casos anteriores, a Aracruz sempre cedia, embora ainda hoje haja ameaças de suspensão do serviço de atendimento domiciliar.
 
Paula não pode trabalhar. Sobrevive com cerca de R$ 1.300 que recebe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela também era empresária: comandava um negócio de prestação de serviços elétricos para grandes empresas. O acidente a afastou e a empresa acumulou multas na Receita Federal, que César pagou. Teve que ser fechada.
 
Tem um filho de nove anos para cuidar e, ainda, aluguel, condomínio, água, luz, internet, gás, TV a cabo, escola e gasolina: tudo isso é o pai quem cobre. Ela solicitou pagamento integral do salário - cerca de R$ 5.200 - já que não houve quebra de vínculo empregatício. A legislação trabalhista, defende, lhe garante esse direito.  
 
Pouco depois de sua filha dar entrada no Metropolitano, um dos diretores confidenciaria a César: “Tenho 20 anos de especialidade nesses casos e te digo que a cada 10 pessoas que sofrem fratura de bacia, nove não resistem”. 
 
Mas Paula resistiu, assim como resistiu seu irmão Victor. Em abril de 1998, um acidente chocou o Espírito Santo: o portão de 250 quilos da paróquia São Francisco de Assis, em Laranjeiras, Serra, despencou em cima do menino de sete anos. “Ele bateu com a cabeça no meio-fio e um ferro entrou na cabeça dele”, contou César a Século Diário. 
 
Pela filha, César reviveu toda a guerra que o descaso da Igreja Católica do Espírito Santo lhe impusera 10 anos antes: não saber de onde tirar dinheiro para assegurar a sobrevivência e subsistência da filha. Além da alma devota, César é corajoso. Em nenhum momento se curvou, nem aos pecados do poder religioso, nem aos do poder econômico. E sempre acreditou em forças superiores.
 
No hospital, sem conseguir conter a severa hemorragia, chegou-se a preparar a bandeja de amputação para retirar a perna direita de Paula. Uma doutora veio a César: “Só quero fazer uma pergunta a você: a perna ou a vida?”. Ele ergue o queixo. “A vida”. A doutora então lhe entrega um documento, uma espécie de termo de ciência do procedimento. Ele não assinou.
Texto: Henrique Alves
Fotos: Gustavo Louzada/Porã
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Juiz condena ex-vereador de Aracruz por esquema de ‘rachid’

Ronis do Devens e mais cinco pessoas tiveram os direitos políticos suspensos, além da obrigação de ressarcir aos cofres públicos

  O juiz Fábio Gomes e Gama Júnior, da Vara da Fazenda Pública de Aracruz (litoral norte do Estado), condenou o ex-vereador do município, Ronis José Pereira Alves, o Roni do Devens(Foto), em uma ação de improbidade pela prática de “rachid”. Na decisão publicada nesta sexta-feira (28), o magistrado julgou procedente a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES) contra o ex-vereador e mais cinco pessoas – entre eles, ex-assessores de gabinete. Ronis do Devens teve os direitos políticos suspensos pelo prazo de dez anos, além do pagamento de multa e o ressarcimento do prejuízo ao erário.

Na sentença, o juiz vislumbrou a existência de enriquecimento ilícito por parte do então vereador e de seus assessores, já que eles também não cumpririam a jornada de serviço integral na Câmara de Vereadores. O magistrado destacou que as nomeações não seguiam critérios técnicos e eram influenciadas por questões pessoas e partidárias. Além de Ronis do Devens, o dinheiro do “rachid” seria destinado a Marco Aurélio Pereira Ribeiro, que integrava a direção municipal do PDT – partido ao qual o ex-vereador era filiado à época.

“[A denúncia] tipifica enriquecimento ilícito – e prejuízo ao erário, por conseguinte – das pessoas nomeadas pelo réu, na medida em que Ivan Rangel Ricato, Zenaide Pinto dos Santos, Josélio Loureiro da Silva e Altair da Silva, adonaram-se de dinheiro público a que rigorosamente não faziam jus. [...] Do mesmo modo, os réus (Ronis do Devens e Marco Aurélio Ribeiro) beneficiaram-se de enriquecimento ilícito, uma vez que incorporaram aos seus respectivos patrimônios rendas e valores também da Câmara, por terem exigido dos assessores uma parte de suas remunerações”, narra um dos trechos da decisão assinada em outubro passado.

Para o juiz, o ex-vereador, o beneficiário e os partícipes do esquema de “rachid” também devem responder pela reparação do dano. Marco Aurélio também foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos, além do pagamento de multa no valor de vinte vezes o salário pago a um ex-assessor durante os nove meses que dividiu o salário com o dirigente partidário. Já os quatros ex-assessores tiveram os direitos políticos suspensos por cinco anos e multa no valor de cinco vezes do vencimento mensal percebido por cada servidor.

Todos os réus também foram proibidos de contratar com o poder público pelo mesmo prazo de suspensão dos direitos políticos. Os efeitos da sentença são válidos após o trânsito em julgado do processo. No mesmo processo, o juiz Fábio Gama absolveu outro ex-assessor do vereador denunciado (Geovan Duarte), que conseguiu comprovar o desempenho regular de suas atividades. O órgão ministerial o acusava de fazer parte do esquema de “funcionários fantasmas”. A decisão prolatada nos autos do processo nº 0006100-08.2010.8.08.0006 ainda cabe recurso.



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26 de março de 2014

Prefeitura de Aracruz anuncia concurso com 277 vagas

A Prefeitura de Aracruz (ES) anuncia concurso público com 277 vagas de nível fundamental, médio e superior. O edital será publicado na segunda quinzena de abril e os salários variam de R$ 724,91 a R$ 1689, 00.


Algumas vagas ofertadas para o nível superior são para os cargos de médicos, dentistas, psicólogos, contadores, engenheiro agrônomo, engenheiro ambiental, engenheiro químico, biólogo, economista, administrador, contador, analista de sistemas e farmacêutico. Já os cargos de nível médio são para técnico em informática, técnico em estradas, técnico em agropecuária, agente administrativo, entre outras.  
Os editais serão publicados no site www.pma.es.gov.br.
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